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June 29, 2010

Cold and colder

Ultimamente, tenho pensado em um poema do poeta galês Dylan Thomas que diz o seguinte:


Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.

Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.

Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.

Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.

Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.

And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.

Mas porque? Eu não sei explicar. Talvez a luz esteja morrendo. Talvez esteja brotando uma melancolia pela aproximação das trevas. Vejo ao longe o horizonte que outrora era infinito tornar-se ameaçador. Trovões ecoam no céu e raios estalam à distância.

Lembro-me daqueles dias de sol que, como todo dia cálido de verão, era sujeito a chuvas mas no final a tempestade cedia. Ah noites estreladas e povoadas de sorrisos. Hoje são apenas lembranças, quem sabe até mesmo fantasias.

Eu não sirvo pra ser poeta. Então vou parar com o falso lirismo. Não há lirismo na melancolia, apenas lágrimas...que não existem.

February 07, 2009

The seasons

I wanted to write something different here instead of the late "things that annoy me in the american thoughts" kind of thingy so I decided to give it a try.

First I'd like to bitch about the weather: I absofucking-lutely HATE this "hot and sunny" situation we've got here. It's very unconfortable, you get sweaty and smelly, you cannot work well, the city gets crowded and even morre messy, people feel that they should share their bad music taste with everyone else (just like their lunch at the beach but that's a whole different story worth a whole new post only for itself) and so-forth.

What I wished? Cold sunny days with snowy days in between. People well dressed with their coats and gloves in a clean, organized and lively place. Guess it ain't so hard is it? When I wrote that a few places came to my mind such as Berlin and London but I know that there are others (far from here, naturally).

Ah yes, since I touched the subject and I'm bitching with everything, why not start my annual anti-carnaval thoughts? Last year I had the luck of being VERY far away from here so, for me, it was just a few days in the Alps, and Vienna, with some good food (and drinks) enjoying the civilized world with some civilized people. Brazil and the festivities were just an exotic echo from across the ocean that meant absolutely nothing to me.

This year, unless a miracle happens, I'll be exposed to this madness: bad loud music, bad traffic, bad hot weather...so adding it up: it pretty much sucks ass. I envy those with tickets to civilzed places, or who are already there, since they'll see this madness from the distance. Like this bad movie that you watch on tv: when you get bored all you have to do is change the channel. Simple and straight forward.

Anyhow, my fellow three readers (and my comment count from the previous two posts confirms that) I've better get going. I don't want to write anymore so buh bye. À bientôt!

PS: Postura "a la Carlos Lacerda" é foda hein? É cada uma que eu ouço...fala sério.
PS2: Cette photo est de la Potsdammer Platz à Berlin.


December 17, 2008

Multi-posting

Cada vez mais percebo e testemunho a relatividade do tempo. Não pretendo citar Einstein mas é incrível como o mesmo tempo cronológico passa de maneiras diferentes pra pessoas diferentes. Como eventos que aconteceram a algumas semanas parecem que são história antiga enquanto outros, que aconteceram anos atrás, parece que foram ontem.

O tempo é algo engraçado mesmo. A mesma sensação de quando se está aproveitando o dia faz ele voar enquanto na sua mesma rua, outra pessoa se angustia qorque o relógio não passa. É a famosa ironia da vida, entidade essa que possui um fino senso de humor, no limiar entre a genialidade e a suprema ironia.

Na verdade não. Acho que acabei de cometer um pequeno pleonasmo: a meu ver a suprema ironia requere algo de genialidade, mesmo que seja pouca coisa...mentira, acho que precisa de muita.

É um tipo de ironia carregada de sarcasmo. Seria como se esta entidade, que irei chamar de Daphne (belo nome pedante, não?), sorrisse de canto de boca sempre que esse tipo de coisa acontece, e toda vez com um olhar de "sabia...".

Saindo da discussão filosófica, nessa semana fui atropelado por uma gripe irritante que me custou uma segunda feira com alguma febre e mal estar, seguido de uma dor de garganta que me persegue até hoje, somada a uma perda de aptidão física, vulgo cansar mais fácil na academia. Ah sim... e a coisa mais irritante de todas: a famosa "tosse de cachorro". Cacete ela é irritante até dizer chega e SEMPRE acontece nas horas mais impróprias, ou seja, quando se está falando. E por conta desses dois fatores estou refém de um spray de garganta que me faz tossir o pâncreas pra fora do corpo..maldita gripe.

Bom, aproveitando o ensejo, eu não sei se vou postar aqui antes do Natal então caso isso não ocorra, desejo a todos vocês,meus 4 a 5 leitores, um feliz, frutífero e comilçancento natal. Só cuidado pra não sentarem no colo do Papai Noel....ou não ha ha ha ha ha (risadinha escrota de deboche)

PS: Melhor essa que a piada do peru de Natal, concordam?


October 06, 2008

Breathing Again

Sucesso. Palavra bastante comum por ai, e quase sempre mal usada. Está sempre presente nas frases-clichê de aniversário, acompanhada de outras como: paz, saúde, amor e afins. Está presenta na capa de 12 em cada 10 livros de auto-ajuda e habita todas as preces dos religiosos (junto com as mesmas palavras das frases-clichê de aniversário).

Não pretendo entrar em uma discussão filosófica sobre o que ele seria, caso você, caro leitor, esteja realmente interessado nessa questão sugiro a ida a uma livraria (não precisa ser boa visto que livros sobre sucesso e auto-ajuda são encontrados até na banca-da-rua-de-cima-que-você-achava-que-só-vendia-revista-de-sacanagem) e se fartar com as vastíssimas opções do "cardápio".

Bom mas voltando ao tema. Escrevo pois sinto que ele se distancia cada vez mais deste relapso autor que vos fala (bela frase, não?). Estou em uma fase da vida na qual deveria estar já mais adiante "no meu caminho". Olho ao meu redor e vejo aqueles que cresceram comigo como parentes e amigos mais antigos já trilharem seus caminhos e estarem "aonde eu queria estar". Seja no ramo profissional seja nos outros "setores da existência humana".

Sei que, pelo menos no lado profissional, este atraso foi por culpa minha. Demorei para mudar meu rumo mas tinha que ter certeza do que estava fazendo. Sabia que iria pagar um preço mas as vezes ele me parece muito pior do que parecia 2 anos atrás. Mas não me arrependo, fiz bons amigos onde estava e fiz ótimos onde estou. Ganhei uma visão nova das coisas, meio que completando as experiências de mundo que já tinha mas... Ainda sim, me sinto atrasado. Quase como se fosse uma criança-grande vendo os "amiguinhos" virarem adultos enquanto ele ainda é uma criança (e com a vida "extra-campo" mais parada que a de um garoto pré-adolescente, diga-se de passagem). Claro que eu queria já estar formado, trabalhando daquilo que quero, ganhnando meu dinheiro, estando com alguém e bla bla bla mas...a formatura virá em breve (espero), e com ela a porrada "lá fora" quebra de vez. Estou ciente disso mas essa vida mais ou menos é que está cansando.

Bom, como eu disse 10 segundos atrás, a formatura pelo menos virá logo (paleeeeeeeeze), emprego a gente corre atrás mas o "extra-campo" ah esse ai ta complicado. Prometi a mim mesmo não ser explícito aqui sobre isso. Eu sei que mesmo se fosse não teria muito problema já que poucos lêem este blog, muito mais agora com minhas atualizações se tornando raras, mas eu mantenho minha promessa.

De qualquer forma ainda tenho esperanças, mesmo que elas estejam definhando no meio da torrente de coisas ruins que me afoga todos os dias. Bom, chega por hoje. Não quero que este post seja deprimente, como são os posts aqui normalmente. Mas é isso. Vou me retirar já que essa vida de ECO me obriga a dormir cedo e acordar cedo e já estou caindo de sono.

July 25, 2008

Milestone

De acordo com o dashboard do Blogger, este é o centésimo post que faço neste blog. E, irônicamente estou postando do "exílio". Mas porque esse nome? Porque dizem que cariocas em São Paulo são, na verdade, exilados. Interessante esta denominação. Da fato que aqui as coisas são diferentes que no Rio: existe uma rádio só pro trânsito e mesmo assim as vezes por mais voltas que você dê na cidade você SEMPRE vai parar nos lendários e insuportáveis engarrafamentos que atormentam aqueles que moram aqui.

Aqui as pessoas comem cachorro quente com purê...pois é...purê! O povo daqui é mesmo muito esquisito. É um tal de "meu", "mano" e "véi" pra tudo que é canto, sem falar na risadinha de canto de boca quando eles ouvem os cariocas chamarem, corretamente, aquele alimento básico de biscoito. Mas É biscoito oras! Aqui insistem em chamar de bolacha! Isso pra mim é quando o sujeito vira a mào na cara do outro.

Ah sim, já estava esquecendo de falar no tal do rodízio. Ele consiste em que em uma determinada hora do dia, carros com placas com finais determinados, não possam circular na área conhecida por "centro expandido". Muito bem. O problema é que se você, por exemplo, vai ao Shopping Morumbi, que é na Zona Sul, vai resolver algum problema lá e depois precisa voltar pra, digamos, a Paulista e o engarrafamento destruiu a sua programação de horários e é o seu dia no rodízio...bingo! Você está preso até a noite e não pode sair da Zona Sul. Porque? Porque pra ir pra qualquer outra região da cidade você tem que passar pela maldita área do rodízio. E mesmo assim o trânsito continua uma bosta fedida e horrenda.

Bom, chega de São Paulo, depois eu posto mais sobre a cidade. Gostaria de aproveitar o final deste post para celebrar, ou só lembrar mesmo, o post centenário do blog. Quando comecei a escrever aqui faz quase um ano, eu não imaginei que tivesse saco pra passar dos dez posts, imaginem cem. Mas consegui e vou levando. Agradeço a vocês pela "audiência" e continuem ligados para em breve novos posts contando incríveis estórias com altas aventuras de muita gente bonita em clima de paquera!

PS: Estou ciente do conteúdo "narrador da sessão da tarde" que joguei no final do texto, mas ficou legalzinho pelo menos...eu acho.

April 06, 2008

Beneath the waves

Imaginem como seria o céu noturno sem nuvens e sem estrelas. Imaginem o firmamento negro e lúgubre da noite impiedosa e solitária. Este é o cenário que me circunda.


Vou ao convés ao nada consigo enxergar. Não existe nada no céu acima de mim. Estranhamente não existem estrelas para me guiar no meu caminho, muito menos a lua para me dar alguma noção de direção. Sinto que estou a horas a deriva neste lugar e, incrivelmente, a alvorada não se avizinha.

É uma eterna madrugada fria e solitária. O único som que ouço é o das vagas indo de encontro ao casco da embarcação. De resto um silêncio só comparável com a solidão vivida ali.

Entro na cabine e busco as cartas de navegação...onde será que estava? Que lugar era esse onde não existe nada no céu e onde jamais amanhece? Como fui parar ali? Porque estava ali? Nada fazia sentido.

Lembrei-me de minha velha bússola e, com seu auxílio, resolvi aproar o barco para o oeste. Não que isso faria alguma diferença já que o ar estava imóvel.

Mas uma pergunta não saía de minha cabeça: como fui parar ali? Lembro de estar estudando minha rota na cabine com a ajuda das cartas e que, por algum motivo, acabei pegando no sono e quando acordei estava preso nesse lugar estéril, sombrio e solitário.

Dias se passaram...dias que viraram semanas... a vida se tornou insuportável a bordo do barco. Já cogitava em medidas extremas para por fim àquela vida preso naquele lugar. Até que, depois de muito auto-convencimento, resolvi amarrar uma corda no meu pescoço e depois no mastro do barco mas quando iria amarrar a corda em mim fui tomado por uma sensação de pavor que me deixou paralisado. Não tinha coragem para dar cabo de minha própria vida. Um instinto inexplicável de auto-preservação surgiu e me impediu que fizesse o pior.

Em desespero, comecei a berrar e em um impulso me atirei no mar em uma tentativa inútil de tentar me afogar nas calmas águas que circundavam o veleiro. Após inumeras tentativas resolvi permanecer na água agarrado a escada na parte de trás do casco. O tempo passava, a exaustão tomava conta do corpo já castigado até que minhas forças expiraram e nao pude mais me apoiar no barco.

Senti o mar me envolvendo pouco a pouco. As águas ficavam cada vez mais frias ao meu redor e tudo ficava cada vez mais escuro. Nunca pensei que era possivel um lugar tão escuro quanto aquele. Era como se uma enorme sombra se materializasse e tomasse posse do meu corpo. Antes que pudesse imaginar tudo estava acabado. O fim tinha finalmente me encontrado.

March 31, 2008

No More Lies

"Hope is the worst of all evils, for it prolongs the torments of men." (Nietzsche)

What is hope, fellow readers? Really...it's an honest question because, honestly, I don't know. Perhaps the crazy german dude who made the quote above is right. Perhaps hope is some sort of disease that some people have that in the end all that it does is making people suffer for days, months, years...in some cases their entire lifespan.

Hope numbs the spirit, takes you away from reality making you think that everything will be alright, that things will find their own way towards some sort of solution. Newsflash for you people with hope: it won't happen...period.

Things don't get solved for themselves, problems don't vanish out of the blue. Solutions sometimes show up simply because people work towards looking for them, even if, at times, they don't know they're actually doing that.

But, as we all know, the effort doesn't pay off all the time. Life is bloody unfair as we know and some people who really work hard towards a light in the end of the tunnel don't find it no matter how hard they look. Examples of such people? We know at least one, right? No need to mention the obvious.

Hope...such a weak illusion. So faint that it cannot cross Dante's hell gates, cannot survive in the heart of those who decide to face their despair of knowing that all of their efforts were useless and not knowing if their future ones will make any difference.

Hope...a sweet made-up world where everything is fair and that we all are going to get what we want even after a long struggle. This world has collapsed leaving only the hard, dark and cold real world ahead of me.

March 16, 2008

Listen to the waves

Voici venir les temps où vibrant sur sa tige
Chaque fleur s'évapore ainsi qu'un encensoir;
Les sons et les parfums tournent dans l'air du soir;
Valse mélancolique et langoureux vertige!

Chaque fleur s'évapore ainsi qu'un encensoir;
Le violon frémit comme un coeur qu'on afflige;
Valse mélancolique et langoureux vertige!
Le ciel est triste et beau comme un grand reposoir.

Le violon frémit comme un coeur qu'on afflige,
Un coeur tendre, qui hait le néant vaste et noir!
Le ciel est triste et beau comme un grand reposoir;
Le soleil s'est noyé dans son sang qui se fige.

Un coeur tendre, qui hait le néant vaste et noir,
Du passé lumineux recueille tout vestige!
Le soleil s'est noyé dans son sang qui se fige...
Ton souvenir en moi luit comme un ostensoir!

Charles Baudelaire (Harmonie du Soir; in. Les Fleurs du Mal, 1857)


Vagas chocam-se contra a terra na noite deserta. Ao longe podem ser vistas sombras que parecem ser casas abandonadas. Testemunhas da vida que já fluiu por esta costa. Acima o céu está quase que totalmente negro apenas com a lua minguante iluminando com uma luz débil minhas pegadas na areia.
Fazendo companhia a tênue luz do céu estava o o delicado som das palmeiras a balançar com a brisa fria vinda do mar assim como a orquestra de ondas quebrando na areia.

Estranho...não consigo ouvir meus passos...não consigo ver minhas mãos... Olho para trás e vejo que as marcas na areia continuam lá mas que elas pararam. Meus passos não estão mais marcados no chão.

Que sensação...resolvi ir ao mar lavar o rosto e sentir as ondas em meus pés mas ao chegar na arrebentação nada senti. Era como se o mar não estivesse ali...era como se a praia não estivesse ali.

Era como se eu não estivesse lá, como se eu não existisse. Mas não era isso... eu ainda conseguia sentir a solidão que me circundava e o frio que o oceano soprava em meu coração.

Percebi que aos poucos minha existência vai se apagando. Já não deixo mais marcas na areia, já não sinto mais as vagas quebrando em meus pés, sou incapaz de sentir o frescor do mar... até quando ainda conseguirei sentir a fria brisa do mar? Até quando sentirei o vazio tomar conta d'alma?

Até quando...as vezes tenho o desejo de que esse dia chegue logo, assim pelo menos essa existência incompleta e insuportável é finda de uma vez.

PS: Para evitar que seja xingado devido ao texto em francês no começo eis uma tradução para o inglês:

Now is the time when trembling on its stem
Each flower fades away like incense;
Sounds and scents turn in the evening air;
A melancholy waltz, a soft and giddy dizziness!

Each flower fades away like incense;
The violin thrills like a tortured heart;
A melancholy waltz, a soft and giddy dizziness!
The sky is sad and beautiful like some great resting-place.

The violin thrills like a tortured heart,
A tender heart, hating the wide black void.
The sky is sad and beautiful like some great resting-place;
The sun drowns itself in its own clotting blood.

A tender heart, boring the wide black void,
Gathers all trace from the pellucid past.
The sun drowns itself in clotting blood.
Like the Host shines O your memory in me!

Charles Baudelaire (Evening Harmony - Translation by Geoffrey Wagner in. Selected Poems of Charles Baudelaire, 1974)

March 12, 2008

Silence from afar

Dear readers, I'd like to apologize to you for the lack of new posts in this blog. While some other ecoblogs are getting more busy, this space isn't gathering momentum as it should. I'm the only one to blame actually because I cannot find much inspiration to write something truly different in here.

I've been trying to change this sequence of dark and grim posts to something lively but I'm failing miserably. This past few days I almost updated this space a few times. I didn't hit the publish button simply because I felt that not only the quality of the text was crap but it's content was fake and empty. And writing these things isn't my idea of a decent blog.

I won't stop writing in here, but I wonder what will happen if I keep making dark posts. Will you flee this blog and read better and merrier stuff? Don't blame you if you do.

Anyways, that's all I have to say right now. I wish I could write better stuff today but I'm feeling kind of sick and tired and my hollow mood wouldn't let me be any cheerful which means that if I managed to write something new today it wouldn't be this "new stuff" I'm looking for to write here.

January 23, 2008

So don't tell Scotty

Venho por meio desta avisar a meus caros 2 leitores que estarei ausente por um tempo, afinal pseudo-blogueiros também tiram férias. Não prometo atualizações de onde estiver mas quando retornar ao lar certamente farei.

Nesse meio tempo recomendo utilizar os 10 segundos que vocês utilizam do seu tempo comigo para coisas lúdicas como observar os pássaros, ir tomar um chopp no botecão da esquina ou qualquer coisa do gênero.

Aos que gostam de blogs recomendo os linkados à direita da página.

E é isso. Saudações simpáticas (e hipócritas) e até daqui a uns dias!

January 14, 2008

Broadcasting live

Engraçado. Nunca fiz um post aqui sobre televisão. Esta grande invenção do homem são vangloriada principalmente nos blogs da Carla e da Phê. Não que eu seja um pseudo e pense que eu seja "cool demais pra ver TV". Não é isso. Talvez eu me sinta incapaz de atingir, ou de chegar perto, da eloqüência e da paixão com que elas falam deste meio de comunicação frio (não resisti à associação de McLuhan, quem é da ECO está livre a me xingar por conta).

Talvez, também, porque meu repertório televisivo seja mais restrito. Enquanto está ligada, a TV normalmente está no excelente VH1 (com uma seleção muito boa de músicas, ao contrário do canal do lado "MTV Hits" onde 99% da programação gravita em torno de clipes "Yo..wassup my nigga?").

Sério...Mr Robotto do Styx de 198seilaquanto é muito mais legal que mais um clipe de um rapper qualquer que amarra um porsche de ouro no pescoço e se enche de vagabundas (ênfase no bundas) e fica dizendo como ele tem dinheiro e está cercado de vagabundas ao contrário do público que está patéticamente assistindo aquele troço.

Em tempo o clipe é esse:



Além desses canais existe a suite de documentários repetidos dos trezentos mil quatrocentros e dezessete Discoveries, os filmes do Telecine e do HBO, que dificilmente são bons. Na verdade o bom do HBO é Mandrake e tenho dito, mas não tenho visto muito.

Futebol? Sem campeonatos no Brasil (Taça SP de Futebol Jr é sacanagem! Assistir Flamengo e Jeriquaquatimbómirim-açu é FODA. Prefiro...sei la...ver a reprise do campeonato chinês de golf) o jeito é ver os europeus e mesmo assim raramente os jogos são bons então dificilmente vejo também.

Na verdade pensando aqui, a melhor coisa já inventada na TV foi Friends e um pouco atrás Simpsons. Por mais que já tenha visto um zilhão de vezes os dois é sempre bom.

Minha inspiração secou, minha gente. Abruptamente acabo o post aqui. Sem lirismos, nem visões oníricas nem impressões inconscientes.

PS: Onde diabos está a nota de "tioria"?!?!

January 08, 2008

News from the front

Depois de escrever o post de ano novo pensei sobre a possiblidade de fazer um post sobre coisas ainda mais inúteis e lendo o texto resolvi discutir geopolítica. Mas não é nada relacionado ao assassinato de Benazir Bhutto, ou sobre as FARC, sobre Hugo Chaves del Ocho ou sobre as eleições na Geórgia (apesar que poderia falar décadas sobre este último assunto).

Vou tratar da geopolítica que todos os dias "detona uma verdadeira guerra entre amigos que estavm em um clima descontraído com muita azaração cometendo altas travessuras." (crédito ao narrador da sessão da tarde).

Sim, meus caros, quem nunca ouviu a expressão "War sempre dá merda"? É verdade. Sempre alguém joga a contra-gosto, ou seja, pra fazer número e ficar SÓ com a Austrália. Sempre tem alguém que apesar de criar táticas de guerra melhores que as de Alexandre, o Grande; Ivan, o Terrível; Gengis Khan e afins sempre acaba reduzido a uma meia dúzia de territórios espalhados em lugares escrotos como Tchita, Mackenzie, Madagascar, Aral...enfim. E existe a figura do cagão (normalmente mulher) que joga de maneira totalmente aleatória e que SEMPRE tira 5 ou 6 nos dados atuando como um rolo-compressor sobre as hostes dos opositores.

Esta figura acaba sempre se vangloriando durante a partida, exaltando suas habilidades como senhor da guerra, como se Sun Tzu tivesse escrito seu "A Arte da Guerra" (leiam!) baseado nas estratégias de War do indivíduo.

Mas como a vida não é simples, o jogo nunca acaba. Eu explico: a figura do cagão nunca consegue vencer pois sempre acaba lhe faltando o território da pessoa-que-está-ali-pra-encher-lingüiça. E, apesar da idéia deste em ceder o território e fazer qualquer outra coisa melhor como observar a translação de marte, o bastardo-sortudo nunca consegue o território pois:

1- O resto da mesa não deixa ninguém entregar o jogo.
2- Como o indivíduo só tem um território, este se torna uma fortaleza de pecinhas de plástico.
3- A sorte dá as costas ao cagão no último momento.
4- Murphy inventou o War.

Bom, continuando a peleja. Quem diabos subdividiu o mapa? Quem diabos deu os nomes às regiões? Omsk?!? Dudinka?!?
Vou aqui dar minha interpretação a alguns desses nomes:

1- Mackenzie: Provavelmente homenagem a alguém ou a alguma coisa ou o cara resolveu dar o proprio nome a um território que não faz diferença alguma.
2- Labrador: O tal de Mackenzie resolveu dizer ao mundo a raça do seu cachorro.
3- Islândia: O tal de Mackenzie ouve Björk.
4- Congo: Nome-genérico pra qualquer lugar na África.
5- Argélia/Nigéria: Juntas pela rima já que no mapa real estão longe pra cacete uma da outra.
6- Omsk: Vencedor do concurso "De um nome imbecil ao seu cachorro."
7- Tchita: Segundo lugar do concurso.
8- Dudinka: Nome da mãe de Mackenzie.
9- Vladivostok: Durante uma partida de scrabble, Mackenzie juntou as letras no suporte de madeira e..voilà!
10- Bornéu: Erro de grafia óbvio.
11- Sumatra: Mackenzie gostava de assistir Animal Planet.

Não irei tratar aqui sobre o War II, visto que este é escroto e não apresenta o carisma da versão original.

December 31, 2007

From the remotes places of the Earth

Gostaria de, atraves desse blog, saudar alguns pontos do globo esquecidos onde o ano de 2007 já viu seu ocaso:

Feliz ano novo Kiribati! No pequeno arquipélago no Pacífico, o ano novo surgiu 3h e 42min atrás. O povo deste lugar remoto vai precisar de um feliz ano novo visto que a nação corre o risco de ser tragada pelo mar devido ao aquecimento global.

Feliz ano novo Ilhas Chatham! Ta ai um lugar que você lê o nome e diz: "Nunca ouvi falar nesse buraco e nunca vou colocar meus pés lá." Se você diz isso, tem razão. O arquipélago se encontra a cerca de 800kms a leste da Nova Zelândia...800 kms. Se a Nova Zelândia em si já é longe pra cacete, você imagina esse lugar. Pra quem não tem o que fazer e tiver vontade de catar no Google Earth eis as coordenadas:
43°59′17″S, 176°27′13″W. E a título de recordação: a população do lugar consiste em 609 pessoas. Viu Luiz? Você não mora tão longe assim.

Feliz ano novo Nukualofa! Essa cidade é um pouco maior. Capital da nação de Tonga com uma população de cerca de 22400 habitantes....uau! E a título de informação totalmente irrelevante: Nukualofa é cidade-irmã de Whitby, na Inglaterra. Estou pasmo...tragam um lexotan.

Feliz ano novo Yaren! Importante (??) distrito no sul da ilha de Nauru. Antigamente possuía o belo nome de Makwa, que parece um nome de algum tipo de curandeiro africano mas não se enganem! É o antigo nome de um distrito de Nauru...como eu pude viver até hoje sem saber disso?

Feliz ano novo Kingston! Não se confundam com a capital da Jamaica nem com a marca que fabrica pendrives. Este lugarejo é a capital das Ilhas Norfolk, Austrália. Suas principais atrações turísticas são: o cemitério, as ruínas das casas de militares ingleses e a capela de St. Barnabas. Ah sim, um detalhe importante: apesar de ser uma ilha, só se pode nadar com segurança em UMA praia! UMA! Vou ligar pra agencia de viagens agora pra passar minhas férias nesse paraíso!

Feliz ano novo Hobart! Junto dos lugares anteriores, Hobart é uma megalópole com 200000 habitantes. Afirma-se que metade da população é comporta de descendentes do Taz e a outra metade de pessoas que achavam que poderiam encontrá-lo na capital da Tasmânia e perderam o caminho de volta. O cidadão mais famoso do lugar atualmente mora em Malibu.

Feliz ano novo Adelaide! Cidade popularizada no Brasil pela corrida de Formula 1 que ocorria na cidade, mas sempre em um horário escroto. Além disso o nome foi utilizado em uma música ridícula que não vou citar a vocês agora.

Em alguns minutos será ano novo em Vladivostok. Sim, caros leitores. Esta cidade existe fora do tabuleiro de War, apesar de eu ter minhas dúvidas em relação a existência de lugares escrotos como Omsk, Dudinka e Tchita.

Durante o dia a "New Year's Wave" (thank you BBC) irá cruzar o mundo e a lugares marcantes como Jayapura, Surabaya, Thimphu, Baku, Panamaribo, Taiohae, Rarotonga, Adak e...Alofi.

Feliz ano novo pra eles! E pra nós também, porque não. Até 2008!

PS: Obviamente que não iria cair no clichê de fazer retrospectivas. Pra isso serve a Globo.
PS2: A foto acima é das Ilhas Chatham.

November 28, 2007

Unstable

Escrevo com um fiapo de inspiração. Escrevo com o cansaço tomando conta. Então sobre o que falar? E porque diabos estou escrevendo se estou no bagaço?

Respondendo à primeira pergunta: não sei sobre o que vou falar. Provavelmente este post será mais um post sobre coisas aleatórias, é só isso que tenho conseguido "fabricar" por aqui nos últimos tempos. Não vou falar sobre a "aula" da Iguana simplesmente porque a raiva não me permite que não tenha nenhuma reação que não seja uma vontade incontrolável de jogar meu teclado pela janela e como não quero isso não vou me alongar.

Porque diabos estou escrevendo? Excelente pergunta...não tem outra mais fácil não? Quisera eu ter o lirismo do Raffaele, a pseudo-intelectualidade do Pedro, o humor mordaz (my favourite) da Phê, a irreverência da Carla, a falta de compromisso do Luiz, o talento em escrever 30 páginas sobre o gelo derretendo como o Pedro Eler, a leveza da Vivian...mas eu sou eu. Meu blog é caracterizado por ser errático e, porventura, depressivo. Porque? Porque ele é escrito por mim e reflete meu estado de espírito.

Mais um post errático..mais um post desinteressante, talvez por isso esteja perdendo leitores (que já não eram muitos!). Não os culpo, acessar a internet e este blog para ler um cara falando merda, as vezes em uma língua que não domina é demais mesmo.

Que palavra utilizaria para caracterizer este blog? Amargo? Errático (já usada neste post à exaustão)? Er...não sei...quem souber que mande o chute.

November 06, 2007

Relativity

Quando Einstein concebeu a teoria da relatividade, creio que não se deu conta do sentido filosófico que tal conceito tem. Muito além da formula E=MC² idealizada por ele.

Pode-se dizer que, como um holograma, a vida muda se o nosso ponto de vista for diferente, se o nosso olhar for diferente, isso explica porque várias pessoas vêem a mesma coisa mas que não é a mesma coisa para elas. Com isso a vida ganha complexidade...profundidade e, convenhamos, um pouco de graça além de causar alguns problemas.

Pode-se dizer que as "grandes questões" de divergência dos homens são causadas por essa visão holográfica de mundo. Por exemplo o fato de judeus e árabes (no caso palestinos) disputarem palmo-a-palmo um pedaço de terra que, na visão deles é sagrado, enquanto para um xintoísta ou um ateu nada mais é do que um pedaço de terra seca e empoeirada.

"Tudo é relativo". É verdade mas será que essa aplicação extra-física da teoria da relatividade não leva ao extremo a capacidade de abstração do ser humano (como por exemplo o que estou tentando fazer nesse blog!)? Será que tal conceito não põe em risco nossos relacionamentos interpessoais, nossas crenças e princípios? Afinal...as coisas são o que são...ou não.

Eu, pessoalmente, não sou tão xiita com esse axioma. Eu adaptei à minha moda a frase para algo como "nunca duvide do que uma pessoa é capaz de fazer". Mas em que as frases se parecem? Simples, significa que eu nunca duvido do ponto de vista que uma pessoa pode ter acerca do mundo, por mais esdrúxulo que ele possa ser e de como vai-se agir tendo ele em foco. É uma visão aberta até certo ponto e não abala nenhum dos meus conceitos acerca de mim mesmo e sobre o que tenho que fazer nessa vida.

November 02, 2007

The Perfect Storm

Tarde da noite, o sono não vem e de repente veio a vontade de postar aqui. Mas postar sobre o que? Sobre a chuva que desabou nas redondezas e que foi fugaz? Pois bem...

Foi interessante ver as árvores balançando ferozmente a cada rajada de vento, o barulho da água batendo no chão, o cheiro de terra molhada...a chuva veio em boa hora, afinal o calor era infernal.

Choveu lá fora...mas a tormenta passou. As nuvens foram se dissipando e as estrelas timidamente apareceram no céu. Inclusive as que não são estrelas, são a morada de nossas esperanças e sonhos...se bem que creio que não existam nem estrelas nem não-estrelas suficientes mas, em um exercício de egoísmo, irei focar em mim mesmo.

Enquanto isso, no meu firmamento, o céu é plúmbeo, raios rasgam o céu com suas lâminas brilhantes, trovões retumbam e ecoam na paisagem devastada. Chove por anos, sem interrupções. A tormenta varre a terra, que outrora abrigou vida e hoje está estéril. Ao longe pode-se ver ruínas do que um dia já foi uma catedral, não um prédio que venera nenhuma divindade mas uma catedral em termos de magnitude.

Aquele prédio ja fora, em outras épocas, magnífico, colorido e pujante. Era o centro da vida naquele lugar, hoje só restam os fantasmas do passado radiante.

Que contraste, enquanto lá fora a chuva antecipou uma magnífica noite de estrelas, aqui dentro não existem estrelas, nem luar apenas um manto cinza que oculta a beleza do algo que já foi coalhado de esperanças e sonhos.

September 14, 2007

Nothing to be seen here

Hoje pensei em atender as solicitações ecoínas (viu Bia?) e fazer um post apelativo evocando os intintos mais primários do homem: putaria.

Mas conlui que hoje não iria escrever decentemente sobre tal tema tão importante, então resolvi postar sobre o nada.

Sim, o nada. A ausência de tudo, ou a plenitude do vazio: o nada. Mas o que seria o nada? A meu ver, não é meramente a ausência de matéria, ou algum tipo de vício de linguagem.

A expressão pode ser considerada um marco geográfico misterioso: "estou no meio do nada" ou "ela veio do nada!" Onde é o nada? Como se chega lá? É caro ir ao nada?

Nada pode ser um bem imaterial por exemplo numa conversa onde uma pessoa pergunta sobre o que ela está fazendo e ela responde: "Estou fazendo nada." Ou mesmo no final da noite quando surge o comentário da pessoa que sempre da carona pros outros: "Seu guarda, eu bebi nada!"

Pode ser também um adjetivo bastante pejorativo: "Você é um nada!" Normalmente pessoas que usam o nada dessa forma sofrem da síndrome do tudo ou seja: pensam que são tudo mas na verdade são nada.

Além de tudo isso, nada pode significar um tipo de vazio mais profundo, a falta sim mas não de algo concreto, mas de algum tipo de sentimento, de alguma sensação. O nada a grosso modo é apenas a ausência de algo que, provavelmente, nos é importante mesmo porque se não o fosse não classificaríamos com coisa alguma, inclusive nada.

No mais, caros leitores, nada mais a declarar.

PS: Phê, hope you're well.