Hoje não irei descrever situações oníricas, muito menos irei declamar pseudo-poesias que costumo intercalar em meus textos. Não irei fazer citações à poetas mortos, não irei usar nenhum outro idioma que não seja o pátrio.
De antemão peço o perdão de vocês pelo uso excessivo de palavras ditas pedantes, que denotam a arrogância e a prepotência de quem vos fala.
Já fazem doze dias que não atualizo o blog...doze dias! Muito se passou nesse tempo inclusive uma crise de enjôo, dor-de-cabeça, irritação e insônia (essa última ainda perdura). Muito provavelmente esses fatores impactaram fortemente na minha criatividade e na disposição de escrever aqui.
Hoje, enquanto assisto o jogo do Flamengo (porque afinal, um time com o Zico em campo mesmo que seja com 189 anos e pesando 237kgs é o Flamengo e ponto), resolvi escrever alguma coisa aqui.
Primeiramente envio aos senhores meus votos de feliz natal (atrasado) e desejo a todos um feliz ano novo, bla bla bla bla bla (quer ouvir algum clichê novo do período? Fique vendo a Globo que você vai se fartar...ou não visto que não existe renovação de clichês).
Hoje algo muito bizarro aconteceu. Aos que não sabem: eu tenho o estranho poder de encontrar o professor Mohammed (vulgo Moha) em lugares insólitos. Uma vez foi no Shopping Rio Sul, na companhia da Phê (se me lembro bem) onde o insólito mestre estava de bermudas, blusa verde e seus inseparáveis óculos escuros. Hoje (ou ouj, segundo o dito), estava eu no metro a caminho da Carioca, por volta das 11:10 da manhã e quem entra no mesmo vagão que eu estava na estação Largo do Machado?
Ding! O próprio! Que se lembrou de mim (claro que ele se lembraria, afinal me ferrou na nota dele) e perguntou em qual estação ele deveria sair pra ir na Rua Marechal Floriano. Eu como sou um bom e educado jovem mancebo, o informei corretamente. Durante minha viagem até a Carioca, conversamos e ele me perguntou se estava gostando do curso bla bla bla. Ele me parecia mais bem humorado que o normal, provavelmente por saber que só vai dar a aula IMBECIL dele em março e ainda falta um booooom tempo pra isso.
Comentário anexo: ele, naturalmente, estava com seus inseparáveis óculos escuros.
Em outra nota do dia: QUE CALOR DE MERDA HEIN? Sim, meus caros, fugi ao hábito de xingar pouco aqui para abrir a exceção a este caso. Está insuportável. Hoje enquanto andava no centro senti minha massa cinzenta virar massa escura, acho que se me derrubassem no chão viraria torresmo. Pra vocês terem uma idéia, quando fui à academia hoje cheguei lá tão suado que parecia que já tinha malhado...detalhe: pra chegar na academia eu só preciso dobrar uma esquina.
Bom, caríssimos, vou indo. Ainda tenho o resto do jogo do Flamengo pra ver na TV.
Aos interessados, a foto é do Portal de Brandenburgo, em Berlim.
December 27, 2007
Please pretend there's a title here. Thank you.
September 11, 2007
Shine on you crazy diamond.
Quando a madrugada se retira, as estrelas se apagam e a lua começa a se retirar, o sol começa a despontar no horizonte.
Para aqueles que dormiram é o inicio de mais uma jornada, um novo dia, uma nova vida ou quiçá o início do começo de uma. Para muitos, a manhã carrega a esperança de um novo tempo que desponta no horizonte junto à carruagem de Apolo.
Para aqueles que passaram a noite em claro, o dia é apenas a confirmação de algo simples: a noite terminou. Muitos, quando podem, são vencidos pelo sono e acabam por dormir mas outros precisam seguir com suas vidas.
Passaros cantam, as ruas começam a ficar barulhentas novamente, pessoas saem na rua..enfim, a vida volta a pulsar. Não que o mundo definhe durante a noite, as coisas são apenas diferentes. A beleza do dia é mais extrovertida e mais latente, já a noite se decora com mais sutileza e mais mistério. Particularmente me é muito mais instigante a descrição da noite, sua beleza não é obvia e isso me fascina mas este não é o tema em pauta.
A manhã dificilmente possui o mesmo efeito introspectivo que uma madrugada silenciosa, mesmo porque o nascer do dia nos leva a uma (por muitas vezes falsa) sensação de otimismo simplesmente por reaquecer a esperança acerca da vida (quando ela ainda existe).
Infelizmente, como os meus comentários entre parêntesis querem dizer, nem sempre a manhã é uma manhã para todos. Para muitos ela não possui nenhum sentido positivo, se trata apenas do início de um dia que será miserável tal como os outros dias que se seguiram e que, dificilmente, a manhã sinalizará um dia melhor do que aquele que passou. Por outro lado, não é preciso uma manhã para se viver uma, ela pode acontecer a qualquer instante, em qualquer lugar, basta algo tocar o espírito e nos fazer sentir vivos.