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February 14, 2008

Drink up me 'earties, yo ho

"Por favor, mais uma." É o que mais ouvi falar e foi o que mais falei na capital da Bavária. Como um australiano me disse uma vez "A Alemanha é um lugar estranho: quando menos se percebe, uma cerveja aparece na sua mão." E é a mais pura verdade. As vezes me perguntava de onde aquela caneca tinha surgido mas não me importava pois a qualidade da bebida era excelente.

Não é a mesma coisa que você comprar uma garrafa de cerveja alemã no mercado, além do gosto ser diferente o ambiente faz toda diferença e nisso Munique faz toda a diferença.

A noite avançava na cervejaria onde, na companhia de outros viajantes, bebia várias canecas de diferentes cervejas locais. A conversa fluia alegre e todos queriam saber sobre os lugares de onde as pessoas vieram. Era uma sensação interessante, de fazer parte de algo muito maior. Eu não era apenas brasileiro mas fazia parte de uma comunidade realmente global. Canadenses, australianos, americanos, alemães, todos em uma mesma mesa rindo, contando piadas e bebendo (claro, afinal é Munique). Foi uma bela sensação, que dificilmente senti em Pindorama talvez devido à falta do caráter cosmopolita das terras Tupiniquins.

Ao sair da cervejaria resolvi ir a pé de volta ao albergue, era perto mas não tão perto assim. Enquanto os outros conversavam, já sob efeito de muita bebida, eu caminhava olhando tudo que se passava ao meu redor. Eram altas horas da madrugada alemã e ainda podia-se ver pessoas nas ruas saindo das cervejarias, outras parando para comer alguma coisa e outras simplesmente, como eu, apreciando a paisagem.

Ao passar por Marienplatz pude perceber como tudo aquilo era bonito e bem cuidado. Senti uma ponta (mais para iceberg) de inveja. Gostaria muito que o povo da minha cidade tivesse o zelo que os bávaros tinham com sua capital, todos os prédios limpos, sem um milímetro de pixação, nem meio cartaz colado e nenhum outdoor escondendo suas fachadas, realmente uma beleza. "Ah se o Rio fosse assim..." pensei alto, chamando atenção dos que estavam comigo, mas como ninguém entendeu (visto que português é língua morta fora dos países lusófonos) apenas ouvi risadas e uma piada "Olha só..o cara está tão bêbado que só consegue falar sua língua." achei graça e ri também, afinal talvez não estivessem tão errados assim.

Descendo a Neuhauser Strasse, cheguei em Karlsplatz. Uma pela praça que, após uma reforma agregou várias interferências modernas em sua arquitetura clássica, bem típico da Alemanha atual. Lá pude perceber que podia ver a lua, sob uma fina névoa, refletida em um dos elementos de aço da praça. "Devia ter trazido a câmera", pensei mas depois lembrei que não seria uma boa idéia. Mas logo depois lembrei que a imagem já estaria gravada para sempre em minha mente e, por isso, não precisava de câmera.

É verdade, não precisava de câmera. Afinal câmeras registram apenas imagens que podem transmitir sensações mas uma câmera não transporta o aroma suave da madrugada de Munique, ou o som dos passos tranquilos na Maximilianstrasse ou a sensação de bem estar por estar, finalmente, em um lugar que realmente gostava e me sentia parte dele.

PS: Munich travel tips
PS1: Rathaus-Glockenspiel - Se quiserem ir preparem-se para lidar com multidões, mas como os sinos não demoram muito não tem problema.
PS2: Andar de Karlsplatz (Stachus para os bávaros mais xiitas) até a Hofbräuhaus vale a pena.
PS3: Gosta de carros? BMW Welt e não se fala mais nisso.
PS4: Gosta de esportes? Olympiapark. Do lado do BMW Welt.
PS5: Futebol? Allianz Arena. Parece um pneu gigantesco.
PS6: Não deixem de ir ao Deutsches Museum. É muito divertido.
PS7: Se gostarem de história e tiverem estômago forte vão a Dachau.
PS8: Cerveja ao ar livre com boa comida? Viktualienmarkt e de quebra encham suas garrafas nas fontes do lugar: a água é limpa.
PS9: Se tiverem um pouco mais de tempo vão ao castelo Neuschwanstein. Walt Disney se inspirou nele para criar o da Disneyland.
PS10: Existe vida em Munique para os que não bebem, tentem suco de maçã.
PS11: Se você não gosta de porco, ai fica difícil, mas experimente mesmo assim.
PS12: O chucrute (sauerkraut para os locais) alemão é outro mundo.
PS13: Nem adianta procurar a cervejaria do Putsch de Munique. Ela foi destruída na guerra.
PS14: Mas a cervejaria onde nasceu o NSDAP (vulgo partido nazista) existe: Hofbräuhaus.
PS15: Visitem a Frauenkirche e vejam a pegada do diabo. (ele calça 41 pelo jeito)
PS16: Nem tentem procurar sinais nazistas em Munique: foram todos retirados.
PS17: "Não existe alcoolismo em Munique, apenas algumas pessoas com distúrbios alimentares."
PS18: A foto é da Altes Rathaus em Marienplatz. E, como sempre, não é minha.

November 02, 2007

The Perfect Storm

Tarde da noite, o sono não vem e de repente veio a vontade de postar aqui. Mas postar sobre o que? Sobre a chuva que desabou nas redondezas e que foi fugaz? Pois bem...

Foi interessante ver as árvores balançando ferozmente a cada rajada de vento, o barulho da água batendo no chão, o cheiro de terra molhada...a chuva veio em boa hora, afinal o calor era infernal.

Choveu lá fora...mas a tormenta passou. As nuvens foram se dissipando e as estrelas timidamente apareceram no céu. Inclusive as que não são estrelas, são a morada de nossas esperanças e sonhos...se bem que creio que não existam nem estrelas nem não-estrelas suficientes mas, em um exercício de egoísmo, irei focar em mim mesmo.

Enquanto isso, no meu firmamento, o céu é plúmbeo, raios rasgam o céu com suas lâminas brilhantes, trovões retumbam e ecoam na paisagem devastada. Chove por anos, sem interrupções. A tormenta varre a terra, que outrora abrigou vida e hoje está estéril. Ao longe pode-se ver ruínas do que um dia já foi uma catedral, não um prédio que venera nenhuma divindade mas uma catedral em termos de magnitude.

Aquele prédio ja fora, em outras épocas, magnífico, colorido e pujante. Era o centro da vida naquele lugar, hoje só restam os fantasmas do passado radiante.

Que contraste, enquanto lá fora a chuva antecipou uma magnífica noite de estrelas, aqui dentro não existem estrelas, nem luar apenas um manto cinza que oculta a beleza do algo que já foi coalhado de esperanças e sonhos.

August 31, 2007

To drink or not to drink?


Alcohol. One of the most popular drugs in our society. Some people will disagree with the hard term "drug" but come on. Some people can get addicted, it can kill you when you have too much, you can kill other people when you're shit-faced..so gimme a break right?

Oh well, back to the topic. I decided to pick this one today because after Carla suggested the subject I started to wonder and decided that it could actually work, and the fact that this thing is being written in english (if you don't speak it better try babelfish or cry your eyes out) is thanks to my friend (and blogger) Fernanda (aka Phê).

So anyway. Booze. It has some interesting (and funny) effects such as: instant beautifier, become some sort of "liquid courage", can make you a world-class ass and makes your friends make fun of you for the rest of your lives (that's the funny part..specially when you're not this person) but why people drink it?

Some drink it because of the social part for instance: "Look..I'm sociable..I drink with everybody...", of to look older: "look...I'm so grwn up..I'm drinking", some because of addiction: "God if I don't drink I'm gonna kill myself" and so on but some (like myself) drink for the sake of it, because we like the taste, because it can be refreshing and so on.

But the thing is: alcohol is demonized (and not at the same time) by our society because people do stupid things when they're drunk ignoring (or not) the obvious: drunken people act like a bunch of stupid-friggin-freaks because *drumroll* they are stupid-friggin-freaks!

That's pretty much all I have to say. I cannot write any longer since my creativity was drained by the journalism lab I just had.

Quickies:

1- 1900's movies sucks.
2- 1890's movies suck more.
3- I forgot what I had to say here.
4- Here too.