Ultimamente, tenho pensado em um poema do poeta galês Dylan Thomas que diz o seguinte:
June 29, 2010
Cold and colder
January 21, 2009
Yes we can...can we?
O que me decepcionou mesmo foi o discurso do novo "comandante em chefe" dos US and A. Eu achei chatíssimo, sem um "punch" que poderia se esperar de um político que atraiu tanto carisma. Pelo contrário, tratou-se de 18 (sim, dezoito) minutos de um falatório burocrático e sem graça.
Não era daqueles que esperava frases antológicas como no discurso de John F. Kennedy ou Franklin Roosevelt mas...pelo menos um pouco de sal nesse texto oras! O tal de Barack fez história sendo o primeiro "african-american" a ocupar o cargo de mandatário máximo do país e, além de tudo, mandando de volta pro shithole de onde veio simplesmente o presidente dos EUA que conseguiu ser mais impopular que Richard Nixon...e ele rodou por Impeachment!
Lendo o Twitter da Phê me dei conta do fato engraçado: da mídia buscando encontrar água no deserto através de uma tentativa de encontrar alguma coisa marcante no discurso de posse "do homi". Rede Globo, CNN. BBC e o raio que o parta: TODOS tentaram, ninguém convenceu. Certo falou um dos comentaristas políticos do canal americano: "Este se trata de mais um discurso que será rapidamente esquecido."
Em tempo, a quem não leu ou ouviu o texto ou porque não pode, ou porque mora em uma redoma em Plutão, eu dou uma chance de se redimir: ao final deste post vou deixar o link para a "obra" na íntegra para que vocês tirem suas próprias conclusões.
Link para o texto na íntegra.
December 30, 2008
Auld Lang Syne
Naturalmente, como se trata (provavelmente) do último post do ano, venho aqui fazer um balanço deste primeiro ano completo de blog. Verdade que este blog iniciou-se em 2007 mas o parto ocorreu no meio do ano então posso dizer que este ano foi o primeiro ano completo que este blog completou.
Voltando ao clima de final de festa (vocês sabem..quando estão todos bêbados e o desgraçado do sujeito-metido-a-dj-que-escolhe-as-músicas coloca Whisky a go-go só pra expulsar os incautos da casa de festa.), o que foi este ano moribundo? Pra mim foi um ano de experiências que me fizeram abrir os olhos em relação a posturas a serem tomadas na vida. Minha fuga para além-mar me serviu para arejar meus pensamentos e me fez ter certeza do que quero e, por conseguinte, do que não quero.
Durante o ano, após meu retorno para o lado de cá, percebi o quanto foi importante esta abertura de horizontes. Decisões foram tomadas, ações foram planejadas e processos tomaram forma tudo visando um objetivo único mas que não é uno. Rogo que percebam a sutileza que difere estas duas palavras. Não irei explica-la agora mas, caso seja de seu interesse, pensem a respeito.
Neste ano conheci pessoas novas sendo que muitas delas não eram totalmente desconhecidas, conheci mais a fundo outras que se tornaram parte do meu dia-a-dia, resolvi brigas antigas, não criei novas, impus a minha vontade, cedi outras vezes...ou seja, foi um exercício de descobrimento e equilíbrio. Muito provavelmente o segundo veio por conseqüência do primeiro.
Este ano, como é a vida, não foi apenas composto por temas leves e fáceis. Foi demasiado árduo, especialmente em determinadas questões levantadas ao longo destes últimos 12 meses e pela estranha e recorrente sensação de não pertencer ao lugar onde estou. Sendo que esta última sensação, que se tornou certeza, só faz se fortalecer ao longo do tempo.
E o que será de 2009? O ano começa já diferente de como se iniciou 2008, decerto que desta vez não irei pegar uma carona para a borda nordeste do Atlântico nos primeiros meses do ano (a não ser que algo totalmente inesperado ocorra...quem sabe, né?) mas existem fatores novos que me fazem olhar para o ano que se avizinha com um ar de ineditismo. Espero que aquilo que se iniciou de positivo em 2008 floresça em 2009 e que dê frutos tão desejados e importantes.
A todos aqueles que tiveram a paciência de aguentar este blog durante 2008 meu muito obrigado e que a paciência de vocês seja mantida em 2009, afinal um blog onde o autor fala com as paredes não tem lá muita graça. Eu fico por aqui e caso não poste nada aqui até o dia 1º (o que só vai ocorrer caso eu tenha algum tipo de epifania), gostaria de desejar a todos que visitam este espaço um feliz ano novo, com muito bla bla bla e clichês diversos pra todos. E antes que me perguntem: sem piadinhas escrotas típicas desta época do ano advindas de minha parte.
PS: Caso você esteja bêbado e quiser pagar de gringo, eis a música que os caras cantam no ano novo:
Should old acquaintance be forgot,
and never brought to mind ?
Should old acquaintance be forgot,
and old times since ?
- CHORUS:
- For auld lang syne, my dear,
- for auld lang syne,
- we'll take a cup of kindness yet,
- for auld lang syne.
And surely you’ll buy your pint cup !
And surely I’ll buy mine !
And we'll take a cup o’ kindness yet,
for auld lang syne.
- CHORUS
We two have run about the slopes,
and picked the daisies fine ;
But we’ve wandered many a weary foot,
since auld lang syne.
- CHORUS
We two have paddled in the stream,
from morning sun till dine† ;
But seas between us broad have roared
since auld lang syne.
- CHORUS
And there’s a hand my trusty friend !
And give us a hand o’ thine !
And we’ll take a right good-will draught,
for auld lang syne.
- CHORUS
November 29, 2008
Fire in the basement
Mas ainda não podemos celebrar a quebra dos grilhões que nos impede de navegar livres pelos mares bravios que banham nossa e outras costas. Não, meus caros leitores. Ainda existem libações a serem feitas. Mas, com a graça de Allah e de Zeus não falta muito para que possamos soltar o espírito de liberdade que está enclausurado dentro de nós.
O que foram estes quase seis meses finais de 2008? Eu respondo. Foram uma sucessão de aulas irritantes, sem sentido, monótonas, sonolentas, cansativas, inúteis e além de tudo isso: péssimas. Eu cito alguns highlights do período, evitando de se citar nomes como é de meu feitio.
A presença de um certo aluno de minha turma na ECO que, segundo o Sr Pecis, faz evadir-se de mim todo sentido de humanidade que uma pessoa possa ter. Mas é claro, meus amigos. O sujeito é inconveniente, mais burro do que uma samambaia e, como é do feitio de quase todas as criaturas que habitam a instituição: acha que sua opinião vale de alguma coisa. Porra, meu amigo, você é um completo e irrestrito imbecil quem se importa com suas opiniões sem fundamento? Ninguém, repetindo pra frisar N-I-N-G-U-É-M, dá a mínima. O episódio em uma aula que citei em um post mais antigo dá fundamento a minha afirmação.
Outro highlight é a insistência que determinados professores têm em passar um zilhão de trabalhos absolutamente INÚTEIS que devem seguir um monte de regras igualmente INÚTEIS para que possamos entregar em um prazo quase sempre muito elástico e que no final não valem porra nenhuma ou pior: aqueles feitos por alunos retardados como os citados acima são mais reconhecidos do que o seu, apesar de o seu estar muito melhor e...ah sim...ter sido feito com alguém que entenda como se faz contas de somar sem usar os dedos.
Outra coisa que vale ser lembrada é a proliferação da existência, na verdade eles sempre existiram só que agora o convívio com essas pessoas se tornou maior, dos chamados "forever virgins". Que são aquelas pessoas que se acham suuuuuper legais porque no meio de uma discussão sobre o poder da mídia nas massas subjugadas pelo capitalismo pós-moderno vomitam nomes de autores como Deleuze, Foucault (super-hit da ECO), Melman ou o pedantíssimo Nietzsche. Essas pessoas, agora já no dito "ciclo profissional", estão sempre trajando roupas pseudo-intelectual-moderninho-yuppie e seus óculos quadrados com hastes largas e as vezes com cores esdrúxulas.
Eu admito, meus caros, que este final de período me deixou especialmente irritado e particularmente de saco cheio de ver esses tipos. Pela quantidade seguida de vezes que desferi meus "petardos" (bela desculpa pra usar a palavra!) contra a ECO e sua fauna (porque a maioria dos que estão lá não são gente) percebe-se que a paciência terminou. Agora tento colocar meus pés lá o mínimo possível, pelo menos até 2009. O que será do ano que vem? Sei lá. Só sei de uma coisa, ainda vou pelo menos ter o prazer de contar com os laços que nasceram la e que transcenderam aquele antro de tipos bizarros e auto-indulgentes.
November 12, 2008
A moment for reflection.
Nada contra o meu curso nem contra a minha faculdade. Sei de todas as limitações que ela oferece, afinal, depois de tanto tempo na estrada a gente tem que aprender alguma coisa né? Mas estou de saco cheio dessa rotina enfadonha e frustrante. Cansado de ver meus velhos amigos ascendendo profissionalmente enquanto estou nos bancos da escola. A vida é uma questão de escolhas, como diriam os livros de auto-ajuda, mas as vezes nossas escolhas dão no saco.
Quisera eu estar com uma vida profissional, quisera eu estar com boas saudades da universidade assim como as vezes eu tenho da escola. Queria que a graduação fosse um tempo passado, boas lembranças que um tempo que já se foi. Hoje vivo na marra. Estou focado no objetivo que é terminar o meu curso da melhor maneira possível, que me renda mais frutos afinal depois de tanto tempo, eu preciso levar dessa fase da minha vida o máximo de bagagem que puder carregar. Ainda bem que tenho braços fortes.
Amanha é dia de mais uma aula. Certamente irei chegar atrasado, certamente vou desejar a cada segundo que aquela exposição de 4 horas (sim, quatro) termine logo e que a aula subseqüente também acabe. Que eu possa sair daquele ambiente e que aquele dia se torne um dia a menos que me separa da formatura. Não tenho ilusões de que a vida venha a ser um mar de rosas. Não sou ingênuo a esse ponto, muito menos idiota.
Mas pelo menos terei a sensação de que a vida finalmente está seguindo sem me sentir preso em uma sensação horrível de viver num loop infinito ou, remetendo os tempos da Poli, resolvendo o Problema da Parada da Máquina de Turing dessa fase da minha vida.
Falando em loop infinito, a questão da universidade não é a unica coisa que se repete por um tempo excessivo, existe a outra questão já abordada demais aqui que não é falada abertamente por hora pra não matar de tédio meu grande (cof cof) público e evitando que eu seja taxado de "sem assunto".
November 05, 2008
Rien a dire
Le regard singulier d'une femme galante
Qui se glisse vers nous comme le rayon blanc
Que la lune onduleuse envoie au lac tremblant,
Quand elle y veut baigner sa beauté nonchalante ;
Le dernier sac d'écus dans les doigts d'un joueur ;
Un baiser libertin de la maigre Adeline ;
Les sons d'une musique énervante et câline,
Semblable au cri lointain de l'humaine douleur,
Tout cela ne vaut pas, ô bouteille profonde,
Les baumes pénétrants que ta panse féconde
Garde au coeur altéré du poète pieux ;
Tu lui verses l'espoir, la jeunesse et la vie,
- Et l'orgueil, ce trésor de toute gueuserie,
Qui nous rend triomphants et semblables aux Dieux !
(Charles Baudelaire - Le vin du solitaire)
En lui envoyant une pensée
Au temps où vous m'aimiez (bien sûr ?),
Vous m'envoyâtes, fraîche éclose,
Une chère petite rose,
Frais emblème, message pur.
Elle disait en son langage
Les " serments du premier amour ",
Votre coeur à moi pour toujours
Et toutes les choses d'usage.
Trois ans sont passés. Nous voilà !
Mais moi j'ai gardé la mémoire
De votre rose, et c'est ma gloire
De penser encore à cela.
Hélas ! si j'ai la souvenance,
Je n'ai plus la fleur, ni le coeur !
Elle est aux quatre vents, la fleur.
Le coeur ? mais, voici que j'y pense,
Fut-il mien jamais ? entre nous ?
Moi, le mien bat toujours de même,
Il est toujours simple. Un emblème
A mon tour. Dites, voulez-vous
Que, tout pesé, je vous envoie,
Triste sélam, mais c'est ainsi,
Cette pauvre négresse-ci ?
Elle n'est pas couleur de joie,
Mais elle est couleur de mon coeur ;
Je l'ai cueillie à quelque fente
Du pavé captif que j'arpente
En ce lieu de juste douleur.
A-t-elle besoin d'autres preuves ?
Acceptez-la pour le plaisir.
J'ai tant fait que de la cueillir,
Et c'est presque une fleur-des-veuves.
(Paul Verlaine - À madame X)
Au lever de l'aurore,
Sur le lit de l'amour,
Zéphir caressait Flore
Plus belle qu'un beau jour.
Une jeune bergère
Auprès d'un noir cyprès,
A l'écho solitaire
Vint conter ses regrets.
Doux oiseaux de ces rives,
Pleurez, Tyrcis est mort ;
Tourterelles plaintives,
Gémissez de mon sort.
Quittez, roses nouvelles,
Vos riantes couleurs,
Et vous, échos fidèles,
Répétez mes douleurs.
Le rossignol sauvage
Venait du fond des bois
Suspendant son ramage
Écouter son hautbois.
Les vents alors paisibles
Murmuraient doucement,
Et les ruisseaux sensibles
Coulaient plus lentement.
Tyrcis le vrai modèle
Des bergers amoureux,
Discret, tendre et fidèle
Rendait mes jours heureux.
Avec des violettes
Il tressait des festons,
De rubans et d'aigrettes
Il ornait mes moutons.
Errez à l'aventure,
A la merci des loups ;
Désormais la nature
Doit prendre soin de vous.
Voici ma dernière heure,
Adieu, pauvre troupeau ;
Il faut bien que je meure,
Tyrcis est au tombeau !
(Jean-Jacques Rousseau - Romance)
October 28, 2008
Oligarchy
Mas ele não venceu...por 55 mil votos. Pouco né? Mas quase 1 milhão de pessoas não votaram! Mas é claro, argumentam estes, eu trabalho muito a semana toda e mereço enforcar o meu feriado. Muito bem, mas depois não venham chorar o leite derramado. E àqueles que votaram no vencedor: a frase vale pra vocês também.
Bom, saindo dessa polêmica e entrando em assuntos mais mundanos. Impressionante como as mulheres são. Reclamam que homem nenhum presta, que somos todos uma raça de cafajestes e bla bla bla. Muito bem. MAS...se somos "todos iguais", porque escolhem tanto?
Ah ta...isso não é bem assim. Tá certo. Então porque vocês escolhem justamente aqueles que vocês SABEM que vão usá-las, pisar em suas cabeças, magoa-las e todo o "pacote"? Sinceramente...eu não sei mais. Também não vou advogar em causa própria dizendo que sou a prova dessa situação grotesca onde "os piores sempre sobrevivem". Quem me conhece sabe o que penso disso.
Bom, chega de ficar falando pro vento. Pouco adianta, essa preferência vai continuar assim não é? Anyway, vou-me já pois a inspiração e a vontade de escrever morreram.
September 04, 2008
Inquisition
Não é do meu feitio colar aqui textos completos de outras fontes, mas eu deixo aqui no post de hoje um texto que saiu na Revista da Folha em Outubro de 2004:
Elas preferem os cretinos
Fogo morro acima, água morro abaixo e mulher quando quer, ninguém segura. O provérbio, grosso, é tão verdadeiro quanto dizer que, para os homens, mais importante do que sair com uma garota é poder contar vantagem para os amigos depois. Toda mulher sabe ser dura na queda, mas, quando cisma de dar mole, vai com tudo para cima. Um cara pode correr a maratona para impressionar uma mulher e mesmo assim ficar com a tocha olímpica na mão. Para elas, basta uma voltinha no quarteirão que o trouxa entrega o ouro, a prata e o bronze.
O mundo é injusto, mas nunca a nosso favor. E a mulher, assim como a sorte, prefere os cretinos. A última frase não é minha, mas de Bertolt Brecht, dramaturgo alemão que viveu em cabarés, cercado de atrizes bonitas que o achavam um homem excepcional, mas não a ponto de ser levado para a cama, que isso é prêmio reservado aos idiotas. Pergunte a qualquer uma o que acha dos homens com quem saiu e a tese estará confirmada: é tudo palhaço.
Já vi uma amiga, linda, burguesa, pegar trem sozinha para Itaquera, de minissaia, só para prestigiar a churrascada do eleito, feio que nem a dor da morte. Ficou por lá, foi dada como desaparecida pela família. O caso durou apenas uma semana, o suficiente para a zona leste inteira saber do ocorrido, tamanho o estardalhaço promovido pela luta de classes do casal.
Um colega professor, nerd de dar dó, casado de usar coleira, foi a Manaus para uma palestra e se deparou, no saguão do hotel, com uma aluna de São Paulo que enfrentou 11 horas de vôo só para ver no que ia dar. Viu e deu. Determinação como essa só é comum quando desce uma pomba-gira básica.
Toda mulher está sujeita a esses arroubos. O problema é que isso sempre ocorre com o babaca errado. Poucas podem jactar-se de jamais ter tropeçado no último degrau da escala humana. Não importa o motivo: momento de fraqueza, auto-sabotagem, curiosidade mórbida, seca brava, coma alcoólico, perversão inconfessável. Tanto faz.
O fato é que toda mulher um dia se verá nos braços de um imbecil, aos trancos e barrancos com um trolha qualquer. É uma síndrome que batizei de pico de curva hormonal feminina. Em determinado momento, dentro de um período relativo de abstinência, sem se dar conta, a mulher é pega por uma vertigem irracional e se atraca com o primeiro que aparece. Nunca sou eu.
Acho que maiores comentários de minha pessoa sobre o texto são desnecessários pois ele já fala demais a meu ver. Mas convido vocês, leitores a darem seus pitacos sobre esse texto do Marco Antônio Araújo, da Folha de São Paulo. Se eu disser que não me identifiquei com ele estaria mentindo afinal, eu o postei na íntegra no meu blog. Mas enfim, fico por aqui, vou ver o maxi-fuderengo discurso do McCain..ou ver House o que tiver mais fácil.
August 19, 2008
Scramble
Je sais que presque tous mes lecteurs vont critiquer le choix de la langue de ce post mais maintenant c'est ma volonté. Mais ils n'ont rien perdu. Je suis sûr de ça.
Danke wieder für das Besuchen dieses Blogs und I hofft, dass Sie hier an jedes Mal bald zurückkommen. Und seien Sie bitte sicher, dass ich halte, neue Sachen hier zu schreiben, wenn Inspiration kommt, natürlich.
Só espero que esta não tarde. Creio que ela está sendo bloqueada novamente por algumas questões que assolam a mente. Pra se ter uma idéia, escrevi este post milhares de vezes e nenhuma delas serviu. Nenhuma foi minimante original e boa. E antes que perguntem (tá eu duvido que alguém se importe): eu não guardo estes textos que "nunca viram a luz do dia". Eu simplesmente os apago e eles deixam de existir. Simples assim. Se estes textos que "são aprovados" são ruins, vocês imaginem os que ficam pelo caminho... Sendo muito franco vocês nada perderam. Enfim, chega de enrolação. Até o próximo post.
July 28, 2008
L'autre côté
Muito bem. O lugar escolhido era famoso entre o pessoal daqui e a prova disso era a grande fila que se fazia em frente ao casarão que abriga a lanchonete nas imediações da Avenida Paulista. Era uma noite de céu claro e tempo frio: 10 graus. Todos estavam com seus casacos, que por algum motivo as pessoas daqui chamam de camisa, e aguardavam seus recheados sanduíches. Pedi o meu e aguardei. Rapidamente ele estava comigo...era o teste final.
O cachorro quente em si é ótimo mas ainda não me acostumei com o conceito de colocar purê nele. Sei la..a idéia é toda esquisita. Ele junto com os molhos formam um tipo de argamassa que diminui bastante a sujeirada que se faz quando se come um cachorro quente cheio de molho.
Outro capítulo a parte da vida noturna de São Paulo são as "baladas". Nesse final de semana fui a uma na Vila Olympia. Um lugar muito bom com um bar enorme no piso superior, com sofás e mesas, e no andar de baixo se encontrava a pista. O conceito de consumação não existe aqui: você paga pra entrar e o resto se paga por fora, ou seja, sua noite maltrata muito mais o bolso. E o povo daqui nesses lugares...parece que estou em outro planeta. Você troque os tradicionais marrentos-wannabe-lutadores pelos playboys com cara de pagodeiro e cabelos moldados com gel. As mulheres, muitas vezes bonitas, andavam pela casa aguardando o "bote" e enquanto ele não vinha, fazem caras e bocas enquanto conversam com as amigas.
Outro capítulo interessante nesta viagem foi a Liberdade. Pra quem não sabe, este é o bairro japonês daqui de São Paulo, onde encontra-se absolutamente qualquer coisa: de eletrônicos e bugigangas, até todo tipo de quitute japonês. Um dia bom para se ir lá é domingo devido a feira que acontece na Praça da Liberdade. Nela além das quinquilharias, você encontra barracas que vendem delícias como os hanamakis e os tempuras de camarão, além dos tradicionais sushi e yakisoba. O problema é que parece que a cidade inteira aparece por lá, logo é lotado, mas vale a pena a visita. E depois sugiro comprar um palito de melona: um sorvete coreano de frutas que tem a textura do chicabom..entendeu? Não? Então prove e chegue as suas conclusões.
De resto o de sempre: a luta contra o trânsito é inglória e nunca se consegue vencer sempre. O meu sotaque continua, as vezes, implicando em um sorrisinho de canto de boca por parte dos locais e o povo daqui é esquisito.
Logo estarei de volta ao Rio, onde o blog retorna a programação normal aprontando todas com uma galerinha do barulho, detonando uma verdadeira guerra contra o mau humor deixando o baixo astral de lado.
July 25, 2008
Milestone
July 06, 2008
Redundant
Acredito que o Polyphonic não seja um bom material para ser dado como exemplo de blog, conforme foi feito com os anteriores. Não pela qualidade dos textos em si mas pelo conteúdo que é postado aqui. Ele não segue uma linha como acontece com os acima. Não. Mas enfim, eu não quero falar sobre isso.
Sobre o que eu quero falar então? Boa pergunta. Eu não sei ao certo. Estou só jogando conversa fora com vocês, mais pra estar falando sozinho mas vá lá e pensando nos ultimos acontecimentos.
Engraçado. Tenho reparado que não tenho mais conseguido atualizar o blog com freqüência. A questão não é só tempo mas também falta de assunto. No afã de não me repetir eu acabo por abortando posts que classifico como ruins ou "já postados de outra forma". Mas não temam meus três leitores (o quarto que respingou dos blogs da Fernanda e do Pedro já saiu deste blog a essa hora, eu presumo) eu não vou parar de escrever. Só preciso, de alguma forma, me inspirar com coisas novas pra escrever, descobrir uma nova fonte interna de temas para debater, discutir ou simplesmente fazer um monólogo sobre aqui. Mas uma coisa eu prometo: posts ruins como o dos clipes eu não faço mais. Aquilo foi um teste que provou ser um fracasso retumbante. Na verdade já até esperava por ele por se tratar de um post feito totalmente nas coxas, sem nenhum verniz.
Enfim, vou ver alguns episódios de Top Gear enquanto o dessa semana está sendo baixado. Eu recomendo esta série sobre carros da BBC pois ela não faz somente reviews destes mas também mostra seus apresentadores fazendo stunts extremamente...estúpidos! Como uma corrida de carros anfíbios através do Canal da Mancha. Ah sim...os carros anfíbios nada mais são do que carros normais adaptados para flutuação. Ah sim, esqueci de um detalhe: os carros foram adaptados...pelos próprios apresentadores. Tudo isso é regado com toneladas do mais cruel humor britânico, como a vez em que um dos apresentadores do programa demonstrou quando disse que "como todo bom carro alemão, o GPS deste aqui só mostra a Polônia." Não entendeu a piada? Lembrem-se de 2a Guerra. E pra quem ficou curioso, o carro era um protótipo de Golf com um motor de 12 cilindros, se não me engano.
Agora vocês devem estar se perguntando quem é bela que coloquei para abrir este post. Bom, o nome dela é Allison Stokke e ela é uma atleta de salto com vara (sem duplo sentido) e seria um excelente motivo para assistir o atletismo dos jogos olímpicos de Pequim...seria pois ela não se classificou. Mas pouco importa afinal, Londres 2012 está "logo ali".