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April 08, 2009

Reisen

O alarme toca. Estendo a mão para a mesa do lado da cama para buscar meus óculos, afinal sem eles sou indubitavelmente cegueta. Após tatear o topo do móvel encontro meu surrado par de óculos que prontamente coloco no rosto. Segundo o relógio, são 7 horas da manhã. Olho para o lado e vejo a cama vazia. Ao fundo, ouço o barulho da água batendo no piso do box: ela está no banho. Eu aos poucos vou acordando: primeiro me estico e depois, finalmente, resolvi me levantar. Fui a janela e através dela vejo uma cinzenta manhã de abril lá fora.

Enquanto ela tomava seu banho, eu resolvi ir ao armário separar a roupa que iria usar hoje: camisa, calça e sapatos sociais e um casaco não muito pesado para evitar um possível desconforto térmico nesta manhã de início de primavera na Alemanha.

Enquanto escolhia o casaco, ela saiu do banho e com um olhar doce me disse, sem palavras, que era a minha vez. Agradeci, também sem palavras e fui ao banho. Debaixo do chuveiro, estanhamente, não pensava em assuntos mundanos como o dia de trabalho que viria a seguir, pensava apenas naquela cinzenta manhã de primavera e como seria bom sair com ela pra passear no Wannsee. Apesar de estar nublado a previsão do tempo dizia que o sol iria aparecer. Perfeito. Levaria minha máquina e iríamos aproveitar o dia em um lugar bonito. Depois um almoço em algum lugar qualquer e depois, a tarde, algum programa de turista como uma volta na Potsdammer Platz culminando, a noite após um jantar, a uma ida ao teatro ou ao cinema. Seria um bom dia. Mas não era o dia pra isso. Devido às minhas divagações, estava atrasado.

Fechei o chuveiro e, após me secar, corri para me vestir. Quando me dei por conta, ela estava pronta. Uma coisa rara porque normalmente eu a espero um pouco depois de pronto. Depois, tomamos um rápido café juntos e saímos para um dia como todos os outros dias: andamos até o metrô, apesar de ela preferir o ônibus hoje abriu uma exceção já que a televisão dizia que havia um trânsito péssimo na cidade, e ao chegar na plataforma, esperei o trem dela chegar. O meu já tinha passado mas não iria embarcar, queria ficar mais tempo com ela, mesmo que isso implicasse em um atraso.

O trem chegou, não muito cheio, e ela embarcou. Depois disso um segundo, que me servia, adentrou na estação. Após entrar no veículo continuei pensando naquele dia perfeito que tinha idealizado no banho. Comecei a sorrir, o que me diferenciou da sisuda composição humana daquele metrô. Podia quase sentir a brisa do lago no rosto e o toque da mão dela na minha.

Subitamente, minha "viagem" foi interrompida: era a minha estação. Sai apressadamente do vagão e preguiçosamente atravessei a estação. Ao chegar na rua, a manhã que era cinzenta começava a ganhar contornos de azul e dourado. Ao sentir o calor do sol e uma morna brisa no rosto conclui: "é...a previsão do tempo estava certa." No mesmo instante, busquei meu celular no bolso e liguei pra ela. Precisava contar sobre o dia que tinha idealizado para nós dois. Ouvi um suspiro e uma resposta curta: "eu também."

PS: Estações Kufürsterdamm e Zoologischer Garten. Qual é de quem é facil (ou não) de saber.

February 07, 2009

The seasons

I wanted to write something different here instead of the late "things that annoy me in the american thoughts" kind of thingy so I decided to give it a try.

First I'd like to bitch about the weather: I absofucking-lutely HATE this "hot and sunny" situation we've got here. It's very unconfortable, you get sweaty and smelly, you cannot work well, the city gets crowded and even morre messy, people feel that they should share their bad music taste with everyone else (just like their lunch at the beach but that's a whole different story worth a whole new post only for itself) and so-forth.

What I wished? Cold sunny days with snowy days in between. People well dressed with their coats and gloves in a clean, organized and lively place. Guess it ain't so hard is it? When I wrote that a few places came to my mind such as Berlin and London but I know that there are others (far from here, naturally).

Ah yes, since I touched the subject and I'm bitching with everything, why not start my annual anti-carnaval thoughts? Last year I had the luck of being VERY far away from here so, for me, it was just a few days in the Alps, and Vienna, with some good food (and drinks) enjoying the civilized world with some civilized people. Brazil and the festivities were just an exotic echo from across the ocean that meant absolutely nothing to me.

This year, unless a miracle happens, I'll be exposed to this madness: bad loud music, bad traffic, bad hot weather...so adding it up: it pretty much sucks ass. I envy those with tickets to civilzed places, or who are already there, since they'll see this madness from the distance. Like this bad movie that you watch on tv: when you get bored all you have to do is change the channel. Simple and straight forward.

Anyhow, my fellow three readers (and my comment count from the previous two posts confirms that) I've better get going. I don't want to write anymore so buh bye. À bientôt!

PS: Postura "a la Carlos Lacerda" é foda hein? É cada uma que eu ouço...fala sério.
PS2: Cette photo est de la Potsdammer Platz à Berlin.


December 30, 2008

Auld Lang Syne

É isso ai meus caros leitores. Este ano foi pro saco. 2008 está nos extertores (bela palavra, não?). Um ano que começou tão bem com uma fuga transatlântica, depois tornou-se moroso e dolorosamente igual a 2007 e no apagar das luzes fui surpreendido com uma reviravolta.

Naturalmente, como se trata (provavelmente) do último post do ano, venho aqui fazer um balanço deste primeiro ano completo de blog. Verdade que este blog iniciou-se em 2007 mas o parto ocorreu no meio do ano então posso dizer que este ano foi o primeiro ano completo que este blog completou.

Voltando ao clima de final de festa (vocês sabem..quando estão todos bêbados e o desgraçado do sujeito-metido-a-dj-que-escolhe-as-músicas coloca Whisky a go-go só pra expulsar os incautos da casa de festa.), o que foi este ano moribundo? Pra mim foi um ano de experiências que me fizeram abrir os olhos em relação a posturas a serem tomadas na vida. Minha fuga para além-mar me serviu para arejar meus pensamentos e me fez ter certeza do que quero e, por conseguinte, do que não quero.

Durante o ano, após meu retorno para o lado de cá, percebi o quanto foi importante esta abertura de horizontes. Decisões foram tomadas, ações foram planejadas e processos tomaram forma tudo visando um objetivo único mas que não é uno. Rogo que percebam a sutileza que difere estas duas palavras. Não irei explica-la agora mas, caso seja de seu interesse, pensem a respeito.

Neste ano conheci pessoas novas sendo que muitas delas não eram totalmente desconhecidas, conheci mais a fundo outras que se tornaram parte do meu dia-a-dia, resolvi brigas antigas, não criei novas, impus a minha vontade, cedi outras vezes...ou seja, foi um exercício de descobrimento e equilíbrio. Muito provavelmente o segundo veio por conseqüência do primeiro.

Este ano, como é a vida, não foi apenas composto por temas leves e fáceis. Foi demasiado árduo, especialmente em determinadas questões levantadas ao longo destes últimos 12 meses e pela estranha e recorrente sensação de não pertencer ao lugar onde estou. Sendo que esta última sensação, que se tornou certeza, só faz se fortalecer ao longo do tempo.

E o que será de 2009? O ano começa já diferente de como se iniciou 2008, decerto que desta vez não irei pegar uma carona para a borda nordeste do Atlântico nos primeiros meses do ano (a não ser que algo totalmente inesperado ocorra...quem sabe, né?) mas existem fatores novos que me fazem olhar para o ano que se avizinha com um ar de ineditismo. Espero que aquilo que se iniciou de positivo em 2008 floresça em 2009 e que dê frutos tão desejados e importantes.

A todos aqueles que tiveram a paciência de aguentar este blog durante 2008 meu muito obrigado e que a paciência de vocês seja mantida em 2009, afinal um blog onde o autor fala com as paredes não tem lá muita graça. Eu fico por aqui e caso não poste nada aqui até o dia 1º (o que só vai ocorrer caso eu tenha algum tipo de epifania), gostaria de desejar a todos que visitam este espaço um feliz ano novo, com muito bla bla bla e clichês diversos pra todos. E antes que me perguntem: sem piadinhas escrotas típicas desta época do ano advindas de minha parte.

PS: Caso você esteja bêbado e quiser pagar de gringo, eis a música que os caras cantam no ano novo:

Should old acquaintance be forgot,
and never brought to mind ?
Should old acquaintance be forgot,
and old times since ?

CHORUS:
For auld lang syne, my dear,
for auld lang syne,
we'll take a cup of kindness yet,
for auld lang syne.

And surely you’ll buy your pint cup !
And surely I’ll buy mine !
And we'll take a cup o’ kindness yet,
for auld lang syne.

CHORUS

We two have run about the slopes,
and picked the daisies fine ;
But we’ve wandered many a weary foot,
since auld lang syne.

CHORUS

We two have paddled in the stream,
from morning sun till dine ;
But seas between us broad have roared
since auld lang syne.

CHORUS

And there’s a hand my trusty friend !
And give us a hand o’ thine !
And we’ll take a right good-will draught,
for auld lang syne.

CHORUS

February 25, 2008

Over the hills and far away

Segunda feira de manha. Existe momento maior de ressaca na semana? Duvido. Escrevo após ler o jornal onde pude ler sobre a derrota do Botafogo, e a subsequente e ridícula choradeira do técnico da equipe e do presidente do clube, e sobre a entrega dos Oscares (vulgo homens carecas, dourados e pelados).

Não irei comentar sobre a partida de futebol visto que irei causar feridas profundas (...not!) em minha ampla (...not!) base de leitores, além de provocar comentários inflamados que virão a causar somente uma queda no nível dos comentários sempre pertinentes daqueles que habitam este espaço.

Já sobre os Oscares só alguns comentários: o Javier Bardem parecia que tinha fugido do zoológico, ou que era um primo do elo perdido. Me irritou sobre maneira o apresentador (Jon Stewart) pronunciar de maneira esquisita o nome da Cate Blanchett...quem não sabe o que estou falando que veja no VocêTubo. Falando da atriz australiana, por mais que a Tilda Swinton seja excepcional ainda acho que a atuação dela em "I'm not there" valeria mais a premiação.

Uma constatação positiva: a Björk não apareceu e isso é digno de sorrisos e suspiros de alívio. De resto, é o resto. O canal E! mostrou as futilidades de sempre antes, durante e depois da cerimônia. E sobre a transmissão do evento em si só um comentário final: ainda bem que existe o SAP.

Mas voltando. Este não é um post sobre o Oscar. Deixo isso para as especialistas (vocês sabem quem são), quero falar de ressaca. Antes que perguntem: não enchi a cara ontem. Não bebi após gargalhar com a vitória do Flamengo nem com as pérolas do cartola alvinegro dizendo que o "Botafogo é time de macho".

Estou de ressaca com as memórias de dias não muito distantes, onde estava em casa. Em um lugar em que podia sentir em cada milímetro do meu corpo que eu pertencia àquilo tudo. Saio na rua, olho ao redor e sinto uma total e irrestrita incompatibilidade com o ambiente que me cerca, com o céu sobre minha cabeça, com o vento quente que bate no meu rosto.

Não desprezo o lugar onde estou agora, mesmo porque existem coisas aqui que me ajudam a aliviar essa sensação de incompatibilidade, existem pessoas que tornam isso um pouco mais tolerável. Mas por mais fantástico que as outras pessoas achem que é tudo isso que nos cerca eu acho que está na hora de juntar as coisas se seguir adiante de volta ao lar, de onde não deveria ter saído.

February 18, 2008

Rock me Amadeus

Afternoon at downtown Vienna. The cloudy skies above Stephansplatz were giving one of Vienna's landmarks (the Stephansdom in case you don't know) a grim character: a misleading one. This impressive gothic church, consacrated at 1147 AD, towering 136 meters above the square is everything but grim. It's colourful rooptops and the flamboyant architectural details state that this place of worship was made to impress and it works damn well.

Right next to the church, a group of street artists were performing a very weird dance, I cannot describe it to you fellow readers because I just wouldn't know where to begin.

As I walked around the busy streets of downtown Vienna I felt that the bad impression I had of the city when I first went to the Belvedere was very unfair. The decadent-old-eastern-Europe feeling of the Südbanhof area was totally different from the charming old architecture of this area. As I passed by these old buildings and the beautifully preserved monuments I started to feel Vienna's true nature and character: it's a mature city but not an old one. Austria's capital is an open minded middle aged person. I'd say that the city's character matches Austria's famous artist Falco (when at his peak naturally).

I didn't have any plans that day, all I wanted to do was to walk around Vienna without any particular place to go. If I could see a building that was able to get my attention, I'd walk towards it. And so I found the Sisi Museum at the Hofburg. I wasn't much surprised, actually I thought that it took too long for me to find anything Sisi-related, since plenty of people go to Vienna to be where she went.

As I walked through the palace I ended up in the beautiful Heldenplatz where I saw the sunset behind Vienna's historical buildings. As the night slowly came and the city lights started to show I realized that the dream was close to an end. Vienna was my last stop and I didn't want to cross the pond back "home", after all I was at home so what's the point, right?

With that idea in my mind I walked towards the Museumsquartier with its beautiful squares and buildings but that thought just would gte out of my mind. As I walked towards the U-Bahn the air became somewhat sweet and tender, I'm not able to explain but it felt like something was telling me that I was right: I was "home".

PS: Now for the yet famous super-quick-travel-tips, featuring Vienna
PS1: Like Gustav Klimt? Go to the Belvedere, they even have one Van Gogh there.
PS2: Don't judge Vienna for the Südbanhof area.
PS3: Schoss Schönbrunn: if you go snickers are a must.
PS4: Like classical music? Mozarthaus is the place to go.
PS5: Don't be on a diet since Austria is famous for their food, specially stuff with chocolate and marzipan.
PS6: Stephansdom is worth the visit.
PS7: So is Peterskirche.
PS8: Austrian beer isn't as good as the bavarian one but still pretty decent.
PS9: Don't be afraid of the Döner Kebap joints. But don't pay more than 3 euros for one.
PS10: Try Imbiss too.
PS11: Falco is still big in Austria, so expect to see his face somewhere.
PS12: When crossing the street watch for the bikes...and trams...and cars...and buses.
PS13: If you understand a bit of german you notice that the austrian accent is very funny.
PS14: Euro 2008? Austria's team sucks.
PS15: Prader: worth a visit.
PS16: Vienna Opera House: gorgeous!
PS17: In case you don't know or remember Falco here he is:




PS18: The above picture is of Vienna's Opera House and it isn't mine.
PS19: I know nobody is going to see this new addon to this post but I totally forgot about this Falco video. It shows a lot of Vienna. The song is called Vienna Calling (naturally):




PS20: RIP Falco ( 19/02/1957 - 06/02/1998)

February 09, 2008

Country roads

Piscar de olhos. Um microssegundo...foi a duração do sonho. Pensava a respeito certa noite enquanto vagava pela fria noite Berlinense. Lembrava que apesar de estar em casa andando às margens do Spree sabia que, mais cedo ou mais tarde, a dura realidade bateria à minha porta. E ela bateu.

Acordei. A bela noite Berlinense já é memória, a vivacidade e o contraponto que impõe a Alexanderplatz nada mais é do que uma imagem gravada em minha mente. Berlim é um espetáculo para olhos atentos, não possui o esplendor de Paris ou mesmo a leveza de Roma mas a capital alemã tem de sobra é caráter e uma atmosfera encantadora. Ao parar em um gradio junto à Parisierstrasse mal poderia imaginar que algumas décadas antes, aquela bela cidade foi palco de batalhes sangrentas e ferozes. Hoje a cidade conserva cicatrizes do conflito como marcas de tiros em algumas edificações e memoriais espalhados pela cidade.

Ao parar às magens do Spree olhei para o céu. Ele estava diferente do que estava acostumado no Brasil: outras estrelas eram visíveis e outras estavam em outros pontos da esfera celeste. Me senti como uma criança vendo o mar pela primeira vez: era um admirável mundo novo que se abria diante de meus olhos.

Fui acometido naquele momento por uma sensação que foi como um cobertor quente: estava em casa. Oficialmente, minha casa estava a um oceano de distância mas não era assim que eu me sentia.

Não existe lugar como nosso lar e eu finalmente tinha voltado para casa. Mas...era preciso ir embora... Como já me disseram eu estava apenas reconhecendo o terreno. Um dia eu volto..e fico.

PS: Diquinhas turísticas de Berlim:
PS1: Tour grátis "New Berlin" recomendado.
PS2: Tour grátis "Alternate Berlin" idem
PS3: Subam o domo do Reichstag. É de graça mas cheguem cedo.
PS4: Checkpoint Charlie é fake.
PS5: Visitem o Museu Judaico
PS6: Idem para o Memorial do Holocausto
PS7: Idem para o Portal de Brandemburgo
PS8: Bebam a Berliner Weisse. Eu gosto mais da vermelha.
PS9: Andem a pé pela Museuminsel passando pela Universidade Humboldt e estiquem para o Französicher Dom
e a Opera House.
PS10: Cuidado com as bolhas nos pés.
PS11: Vão a Alexanderplatz de dia e de noite e deem uma volta nas vizinhanças.
PS12: Vão à Potsdamerplatz e passeiem por la: parece Tóquio.
PS13. Vão à Potsdam
PS14: Vão a Sachsenhausen...isso é: se tiverem estômado pra isso.
PS15: Estádio Olimpico e afins: vão.
PS16: Não subam a torre de TV. É caro e não vale a pena.
PS17: Berlin rocks.
PS18: A foto é da Alexanderplatz e seu Weltzeituhr.
PS19: A foto não é minha.
PS22: (pê ésses 20 e 21 nos comentários) Não existe nada de errado com os alemães, muito menos com as alemãs..ah...as alemãs...
PS23: Acabei de notar que não falei do muro. Pois bem, visitem a East Side Gallery. Mais informações no Google.

December 31, 2007

From the remotes places of the Earth

Gostaria de, atraves desse blog, saudar alguns pontos do globo esquecidos onde o ano de 2007 já viu seu ocaso:

Feliz ano novo Kiribati! No pequeno arquipélago no Pacífico, o ano novo surgiu 3h e 42min atrás. O povo deste lugar remoto vai precisar de um feliz ano novo visto que a nação corre o risco de ser tragada pelo mar devido ao aquecimento global.

Feliz ano novo Ilhas Chatham! Ta ai um lugar que você lê o nome e diz: "Nunca ouvi falar nesse buraco e nunca vou colocar meus pés lá." Se você diz isso, tem razão. O arquipélago se encontra a cerca de 800kms a leste da Nova Zelândia...800 kms. Se a Nova Zelândia em si já é longe pra cacete, você imagina esse lugar. Pra quem não tem o que fazer e tiver vontade de catar no Google Earth eis as coordenadas:
43°59′17″S, 176°27′13″W. E a título de recordação: a população do lugar consiste em 609 pessoas. Viu Luiz? Você não mora tão longe assim.

Feliz ano novo Nukualofa! Essa cidade é um pouco maior. Capital da nação de Tonga com uma população de cerca de 22400 habitantes....uau! E a título de informação totalmente irrelevante: Nukualofa é cidade-irmã de Whitby, na Inglaterra. Estou pasmo...tragam um lexotan.

Feliz ano novo Yaren! Importante (??) distrito no sul da ilha de Nauru. Antigamente possuía o belo nome de Makwa, que parece um nome de algum tipo de curandeiro africano mas não se enganem! É o antigo nome de um distrito de Nauru...como eu pude viver até hoje sem saber disso?

Feliz ano novo Kingston! Não se confundam com a capital da Jamaica nem com a marca que fabrica pendrives. Este lugarejo é a capital das Ilhas Norfolk, Austrália. Suas principais atrações turísticas são: o cemitério, as ruínas das casas de militares ingleses e a capela de St. Barnabas. Ah sim, um detalhe importante: apesar de ser uma ilha, só se pode nadar com segurança em UMA praia! UMA! Vou ligar pra agencia de viagens agora pra passar minhas férias nesse paraíso!

Feliz ano novo Hobart! Junto dos lugares anteriores, Hobart é uma megalópole com 200000 habitantes. Afirma-se que metade da população é comporta de descendentes do Taz e a outra metade de pessoas que achavam que poderiam encontrá-lo na capital da Tasmânia e perderam o caminho de volta. O cidadão mais famoso do lugar atualmente mora em Malibu.

Feliz ano novo Adelaide! Cidade popularizada no Brasil pela corrida de Formula 1 que ocorria na cidade, mas sempre em um horário escroto. Além disso o nome foi utilizado em uma música ridícula que não vou citar a vocês agora.

Em alguns minutos será ano novo em Vladivostok. Sim, caros leitores. Esta cidade existe fora do tabuleiro de War, apesar de eu ter minhas dúvidas em relação a existência de lugares escrotos como Omsk, Dudinka e Tchita.

Durante o dia a "New Year's Wave" (thank you BBC) irá cruzar o mundo e a lugares marcantes como Jayapura, Surabaya, Thimphu, Baku, Panamaribo, Taiohae, Rarotonga, Adak e...Alofi.

Feliz ano novo pra eles! E pra nós também, porque não. Até 2008!

PS: Obviamente que não iria cair no clichê de fazer retrospectivas. Pra isso serve a Globo.
PS2: A foto acima é das Ilhas Chatham.

November 28, 2007

Unstable

Escrevo com um fiapo de inspiração. Escrevo com o cansaço tomando conta. Então sobre o que falar? E porque diabos estou escrevendo se estou no bagaço?

Respondendo à primeira pergunta: não sei sobre o que vou falar. Provavelmente este post será mais um post sobre coisas aleatórias, é só isso que tenho conseguido "fabricar" por aqui nos últimos tempos. Não vou falar sobre a "aula" da Iguana simplesmente porque a raiva não me permite que não tenha nenhuma reação que não seja uma vontade incontrolável de jogar meu teclado pela janela e como não quero isso não vou me alongar.

Porque diabos estou escrevendo? Excelente pergunta...não tem outra mais fácil não? Quisera eu ter o lirismo do Raffaele, a pseudo-intelectualidade do Pedro, o humor mordaz (my favourite) da Phê, a irreverência da Carla, a falta de compromisso do Luiz, o talento em escrever 30 páginas sobre o gelo derretendo como o Pedro Eler, a leveza da Vivian...mas eu sou eu. Meu blog é caracterizado por ser errático e, porventura, depressivo. Porque? Porque ele é escrito por mim e reflete meu estado de espírito.

Mais um post errático..mais um post desinteressante, talvez por isso esteja perdendo leitores (que já não eram muitos!). Não os culpo, acessar a internet e este blog para ler um cara falando merda, as vezes em uma língua que não domina é demais mesmo.

Que palavra utilizaria para caracterizer este blog? Amargo? Errático (já usada neste post à exaustão)? Er...não sei...quem souber que mande o chute.

September 15, 2007


Hoje eu faria um post mais introspectivo. Decidi não fazê-lo. Achei que não cabe a esse espaço tal reflexão tão amarga e tão dura sobre determinadas coisas. Decidi não envenenar vocês, caros leitores, com meus apuros.

Admito abertamente aqui: estou sem inspiração. Estou sentado a bastante tempo na frente do computador tentando escrever sobre algo mas não consigo. Eu não sei porque. Faço alguns esboços sobre alguns assuntos mas, no final, o texto é sempre muito fraco e não me interessa publicar algo assim aqui.

Amanha espero ser iluminado pela criatividade. Agradeço a vocês pela visita e até lá.

September 09, 2007

Combustível de idéias


Sempre que devemos produzir qualquer coisa que requeira um mínimo impulso criativo contamos com ela. As vezes ela aparece nem quando precisamos de sua luz mas, muitas vezes, quando mais precisamos ela some: a inspiração.

Inspiração é uma idéia que impulsiona a criação de outras. Como se fosse o combustível da inovação. A ela é atribuida quando algo é bem feito: "Puxa..você estava inspirado!" ou quando em sentido irônico.

Ela é a responsável por grandes livros, belas músicas, obras de arte, produtos de sucesso, cartas de amor.... Não existe limites para ela, suas aplicações são infinitas.

Pena que ela seja um recurso tão escasso.