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October 21, 2008

More of that Jazz

Sabe quando você acorda de manhã e sabe que o dia será absolutamente inútil e que você está saindo de sua maravilhosa, quente e confortável cama cedo pra nada? Pois é. Hoje foi assim. Associado com um puta sono que não me largou hora nenhuma. Resultado: a primeira aula, pra mim, foi uma sucessão de mudanças de posição na cadeira (desconfortável) entre cochilos. Além disso tinha que ficar de olho pra não perder a chamada, afinal não iria levar falta à toa. Pois bem. Dormi muito mal na aula E..tchanam...ninguém fez merda de chamada nenhuma.

Muito bem, segundo tempo. O sono persiste. Inicia-se a aula do velhinho bipolar e de repente me vejo atropelado pelo sono. Resultado: apaguei de novo. Dessa vez sabendo que a chamada seria só no final da aula, dormi com mais tranquilidade (e não com menos desconforto). Resultado: acordei com a cara que deveria estar ridícula com a marca da borda da mesa na minha testa mas tudo bem. Ninguém notou (ou se notou não me contaram, ou seja, dá no mesmo). Aí timvemos a tal da chamada. Quando o professor começa a fazê-la surge um desgraçado do final da sala e começa a falar com o professor...NO MEIO DA PORRA DA CHAMADA. Eu ali, ansiosamente esperando meu nome ser chamado pra poder sair da sala de vez enquanto o maldito aluno ficava ali de papo com o professor! Um ódio profundo começou a brotar afinal porque o desgramado não podia esperar o professor terminar? Era só esperar mais dois minutinhos e voilà! Mas não...sem se mancar o sujeito estava lá atrasando a minha vida e a de todo mundo. Ai eis que então, em um ato de fúria libertadora, bradei:

- "Deixa o professor fazer a chamada, porra! Que saco xxxx!" (nome do remelento foi suprimido mas quem viu sabe quem é)

Sem graça depois do meu esporro, o sujeito esperou acabar a chamada sem antes sofrer uma piadinha do professor com a minha frase. "Saco não... é xxxx". Admito que externei algumas das coisas que me irritavam nele naquele momento mas convenhamos...tem gente que não se manca!

Bom, ontem voltei de uns dias na Gaucholândia, onde estive na dita "Capital do Mundo" (vulgo Porto Alegre) e na idílica Serra Gaúcha. Tudo regado a doses maciças de cerveja Polar e comida o bastante pra alimentar Bangladesh por cinco décadas. Vou fazer alguns comentários sobre estes lugares:

1- Porto Alegre é uma cidade feiosa. Eu posso estar mimado por morar aqui mas sei la. Achei a cidade feia, sorry.

2- A Serra Gaúcha é linda. Já estive lá antes mas sempre me surpreendo. O problema é: pra morar lá deve ser um SACO. Pensem: Gramado tem 35000 habitantes e Canela tem 40000. Tudo gira entorno do turismo, ou seja, a cidade fica vazia grande parte do ano. Se pra turista depois de alguns poucos dias o lugar se esgota, imagina morar lá. Eu iria acabar ficando muito (mais) gordo e entediado a ponto de ficar atirando em esquilos com amendoins e na renas no Parque Knorr com uma arma de chumbinho.

3- Pra quem não conhece e gosta de cerveja: Polar. Nada mais a ser dito.

4- Rodízio de comida lá é "seqüência".

5- Traço irritante do sotaque local (de todo o Sul na verdade) é o fato de eles terminarem quase todas as frases com "daí". Sempre da vontade de perguntar "DAI O QUE?!?!?!" e no final você já está beirando o desespero.

6- As expected: gaúchas rocks. Mas existe muito monstrinho lá também. E uma coisa interessante que nunca tinha notado é que todas elas usam perfumes parecidos. Ai faz-se o dilema: usam o mesmo porque só vendem os mesmos ou só vendem os mesmos porque só usam os mesmos?

July 28, 2008

L'autre côté

Continuo aqui fazendo meu pseudo-diário de minha estada aqui na capital paulista. Inspirado pelo post no blog, e movido pela insistência de um amigo, fui comer o tal do cachorro quente com purê antes de "sair de balada". Ou como dizemos nós cariocas, ir pra night.

Muito bem. O lugar escolhido era famoso entre o pessoal daqui e a prova disso era a grande fila que se fazia em frente ao casarão que abriga a lanchonete nas imediações da Avenida Paulista. Era uma noite de céu claro e tempo frio: 10 graus. Todos estavam com seus casacos, que por algum motivo as pessoas daqui chamam de camisa, e aguardavam seus recheados sanduíches. Pedi o meu e aguardei. Rapidamente ele estava comigo...era o teste final.

O cachorro quente em si é ótimo mas ainda não me acostumei com o conceito de colocar purê nele. Sei la..a idéia é toda esquisita. Ele junto com os molhos formam um tipo de argamassa que diminui bastante a sujeirada que se faz quando se come um cachorro quente cheio de molho.

Outro capítulo a parte da vida noturna de São Paulo são as "baladas". Nesse final de semana fui a uma na Vila Olympia. Um lugar muito bom com um bar enorme no piso superior, com sofás e mesas, e no andar de baixo se encontrava a pista. O conceito de consumação não existe aqui: você paga pra entrar e o resto se paga por fora, ou seja, sua noite maltrata muito mais o bolso. E o povo daqui nesses lugares...parece que estou em outro planeta. Você troque os tradicionais marrentos-wannabe-lutadores pelos playboys com cara de pagodeiro e cabelos moldados com gel. As mulheres, muitas vezes bonitas, andavam pela casa aguardando o "bote" e enquanto ele não vinha, fazem caras e bocas enquanto conversam com as amigas.

Outro capítulo interessante nesta viagem foi a Liberdade. Pra quem não sabe, este é o bairro japonês daqui de São Paulo, onde encontra-se absolutamente qualquer coisa: de eletrônicos e bugigangas, até todo tipo de quitute japonês. Um dia bom para se ir lá é domingo devido a feira que acontece na Praça da Liberdade. Nela além das quinquilharias, você encontra barracas que vendem delícias como os hanamakis e os tempuras de camarão, além dos tradicionais sushi e yakisoba. O problema é que parece que a cidade inteira aparece por lá, logo é lotado, mas vale a pena a visita. E depois sugiro comprar um palito de melona: um sorvete coreano de frutas que tem a textura do chicabom..entendeu? Não? Então prove e chegue as suas conclusões.

De resto o de sempre: a luta contra o trânsito é inglória e nunca se consegue vencer sempre. O meu sotaque continua, as vezes, implicando em um sorrisinho de canto de boca por parte dos locais e o povo daqui é esquisito.
Logo estarei de volta ao Rio, onde o blog retorna a programação normal aprontando todas com uma galerinha do barulho, detonando uma verdadeira guerra contra o mau humor deixando o baixo astral de lado.